15 dicas para cuidar da voz

Publicado 16/04/2018 12:49:25CET

MADRI, 16 Abr. (EUROPA PRESS) –

A voz é o instrumento por excelência para comunicar entre as pessoas e que nem sempre se cuida adequadamente, já que, além de um meio de comunicação interpessoal, é um meio de trabalho e de expressão artística, segundo lembra a otorinolaringología Adriana Pérez García, responsável da Unidade de Voz do Hospital La Milagrosa, em Madrid.

Com motivo do Dia Mundial da Voz, que se celebra a cada ano, desde 1999, a pedido da Federação Internacional de Sociedades de Otorrinolaringologia (IFOS), a especialista oferece 15 dicas para cuidar dela:

1. Limitar a ingestão de bebidas que contenham álcool ou cafeína. Agem como diuréticos (substâncias que aumentam a quantidade de urina) e produzem perda de líquido do corpo. A perda de líquidos secar a voz. O álcool também irrita a mucosa da membrana que reveste a garganta.

2. Ingerir bastante liquido. De 8 a 10 copos de água por dia.

3. Não fumar e evitar ser um fumante passivo. O câncer nas cordas vocais é mais freqüente em fumantes.

4. Praticar técnicas de boa respiração enquanto falamos ou cantamos. É importante dar suporte à voz através de respirações profundas do diafragma (a parede que separa o tórax do abdômen). Os cantores e palestrantes freqüentemente praticam medidas para melhorar a sua respiração. Falando da garganta, sem tomar ar prejudicamos a voz.

5. Evitar comidas picantes ou muito temperados. As comidas picantes causam maior produção de ácido e este vai para a garganta ou no esôfago (causando refluxo).

6. Usar um umidificador em casa no caso de morar em um lugar seco. Recomendamos 30% de umidade.

7. Tentar não ultrapassar o uso de sua voz. Evitar falar ou cantar quando estivermos roncos.

8. Lavar as mãos frequentemente para prevenir infecções virais, gripe, resfriados, etc.

9. Incluir alimentos ricos em fibras, frutas e vegetais em nossa dieta. Estes alimentos contêm vitaminas A, e e C, que ajudam a manter a garganta saudável.

10. Descansar o suficiente. A fadiga tem um efeito prejudicial na voz.

11. Evitar falar em lugares muito barulhentos. Ao tentar falar por cima do ruído aumenta a tensão em nossa voz.

12. Evite enxaguar a boca ou gargarismos que contenham álcool ou produtos químicos irritantes. No caso de ser necessário os gargarismos usar água com sal.

13. Evitar usar os elixires bucais para tratar o mau hálito persistente. A halitose (mau hálito) pode resultar de uma causa que não é tratada pelo enxágüe bucal como pode ser uma pequena infecção do nariz, dos seios paranasais, palato mole, gengiva, pulmões, assim como refluxo gástrico.

14. Considerar o uso de um microfone. Em grandes ambientes, como uma sala de aula ou de exercícios, usar um pequeno microfone com amplificador pode ser de grande ajuda.

15. Considerar a terapia da voz. Um terapeuta da linguagem que tenha experiência neste tipo de problemas pode nos dar dicas para o uso da voz de forma adequada.

A doutora Pérez García diz que “devem prestar especial cuidado e recorrer a exames de laringe e voz dos cantores, os professores, os fumantes, os que sofrem de rouquidão de mais de 3 semanas de duração, que tenham cansaço de voz e dor ou desconforto ao falar”.

13 recomendações contra a perda de capacidades em idosos

Publicado 22/03/2018 8:48:32CET

MADRI, 22 Mar. (EDIZIONES) –

A idade da reforma supõe um antes e um depois na vida de muitas pessoas, especialmente as que não tiveram o cuidado de hábitos de vida saudáveis. Costuma representar o ponto de inflexão em muitos adultos na hora de progredir na perda de capacidades, tanto físicas como mentais.

“Por isso, é importante trabalhar por um envelhecimento ativo e saudável, com uma promoção de hábitos de saúde e educacionais, para que as pessoas com mais de 65 continuem participando na sociedade e em plenas faculdades. Em concreto, trata-se de ir treinando as pessoas que se encontrem em torno da idade de aposentadoria para que nos anos seguintes vivem nas melhores condições possíveis“, afirma a Infosalus o vice-presidente da Sociedade brasileira de Geriatria (SEGG), o dr. Carlos Verdejo.

Para isso, o médico vê-se necessário que este grupo seja educado em uma série de conceitos sobre auto-cuidado pessoal, alimentação, ou sobre o controle dos fatores de risco que podem levar a uma acelerada perda de capacidades, entre outros aspectos.

Assim, o também especialista do Hospital Clínico San Carlos de Madrid, destaca-se a importância de ensinar a envelhecer as pessoas de uma forma saudável, e com suficiente antecedência, mostrando-lhes como devem cuidar-se e informando-os sobre a importância de estar ocupados. “Não tem sentido uma pessoa em plenas faculdades, e aos 65 anos de idade, deixe de fazer sua atividade ocupacional, e 10 anos depois, ela tenta educar desde o sedentarismo”, diz.

Neste sentido, Verdelho diz que o declínio nas capacidades depende da pessoa e, por sua vez, de muitos fatores: a situação pessoal (condições médicas e doenças crônicas, perda de familiares ou cônjuges, situação social), do estilo de vida, da sua atitude perante a vida, do projeto de vida que tenha ou do seu estado psicológico, entre outros pontos.

Isso sim, destaca-se que este declínio pode ser mais acelerado se as pessoas quando chegam à aposentadoria, após anos de muito esforço e actividade, não tenham adquirido o hábito de envelhecer de forma activa. “Há que tentar que os idosos continuem participando a nível social, cultural, familiar e não tê-las deixadas para um segundo ou terceiro plano. Se o fizermos será benéfico para todos, para os mais velhos que terão uma qualidade de vida melhor e para o conjunto da sociedade”, ressalta o especialista.

Neste sentido, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, recentemente, o ‘Guia ICOPE’, um manual para melhorar o estado de saúde das pessoas idosas e saber lidar com a perda de suas capacidades mentais ou físicas, que pode ajudar a enlentecer ou reverter qualquer decaída destas. Em concreto, é composta por 13 recomendações:

1.- Com o objetivo de melhorar a função musculoesquelética, a mobilidade e a vitalidade recomenda, em primeiro lugar, o exercício multimodal, incluindo trabalhar a força e a resistência de forma progressiva, assim como outros componentes do exercício, como a flexibilidade ou o exercício aérobico, na hora de evitar o declínio das capacidades físicas dos idosos.

2.- Além disso, aconselha adicionar suplementos nutricionais orais para aquelas pessoas idosas que sofrem de desnutrição, e sempre sob prescrição médica. Segundo adverte, a perda de massa muscular e de força, diminuição da flexibilidade e os problemas de equilíbrio podem prejudicar a mobilidade. Além disso, destaca-se que o estado nutricional pode afetar negativamente as alterações psicológicas que acompanham a idade.

3 e 4.- Quanto a manter as capacidades sensoriais, a OMS acredita que as pessoas idosas deveriam seguir uma série de revisões de rotina em sua visão e audição a partir da atenção primária. Segundo salienta, o envelhecimento é geralmente associado com a perda de audição e de visão, dois fatores que limitam a mobilidade, a sua participação social e, além disso, podem aumentar os riscos de quedas. Os problemas sensoriais podem ser tratados com estratégias acessíveis como fornecer as corretas óculos ou audioprótesis, através de cirurgia de catarata e de adaptações ambientais.

5.- Na hora de prevenir a deficiência cognitiva grave, e de promover o bom estado psicológico, a OMS sugere a estimulação cognitiva, oferecida a pessoas com disfunção cognitiva,que tenham ou não tenham um diagnóstico formal de demência.

6.- Os mais velhos que estão experimentando sintomas depressivos pode ser oferecida curtas e estruturadas intervenções psicológicas realizadas por profissionais do setor. A deficiência cognitiva e os problemas psicológicos, segundo a OMS, aparecem frequentemente com a idade, e, além disso, costumam afetar as habilidades das pessoas para lidar com a sua vida diária (como as compras, e seu desempenho social). Para isso, o organismo internacional defende uma terapia de estimulação cognitiva, baseada em diferentes temáticas, e de breves intervenções psicológicas, que na sua opinião podem ser cruciais na hora de prevenir a perda significativa da capacidade mental, e de prevenir a dependência dos cuidados.

7.- Por outro lado, para controlar as condições relacionadas à idade, como a incontinência urinária, a OMS vê-chave o esvaziamento motivado para o controle e manejo da incontinência urinária, nos casos de pessoas idosas com deficiência cognitiva.

8.- Para enfrentar este problema, o treinamento do assoalho pélvico, a OMS indica especialmente em mulheres mais velhas. Assim, precisa que esse problema afeta um terço das pessoas idosas em todo o mundo. “As implicações psicossociais da incontinência incluem a perda da auto-estima, a restrição de atividades sociais e sexuais, e, às vezes, a depressão”, lamenta. Neste sentido, ressalta-se que o fortalecimento do assoalho pélvico, a área que suporta a uretra, aumenta o seu encerramento e representa uma solução eficaz no manejo da incontinência.

9.- Sobre evitar as quedas nos mais velhos, a OMS vê-se imprescindível rever a medicação psicoactiva (como sedativos, por exemplo). Segundo adverte, é a primeira causa de internação de idosos em hospitais e de mortes por ferimentos. Se devem a uma combinação de fatores ambientais (iluminação, tapetes, desordem, entre outros) e por fatores individuais, como a inatividade ou de falta de exercício.

10.- Igualmente, para evitar as quedas parece conveniente o exercício multimodal (balanço, equilíbrio, força, flexibilidade e treinamento funcional).

11.- Atuar frente ao perigo que pode resultar em uma queda, com modificações no mobiliário da casa, para remover as barreiras que possam causar quedas (como tapetes).

12.- Intervenções multifactoriales integrando aconselhamento individualizado e personalizado, para reduzir os riscos e a incidência de quedas.

13.- Apoio aos cuidadores de idosos com intervenções psicológicas, treinamento e suporte, devem ser oferecidos aos membros familiares e outros cuidadores dos idosos dependentes, especialmente quando a necessidade do cuidado é complexa e extensa. “Os prestadores de cuidados de saúde às pessoas com severas perdas de suas capacidades têm um alto risco de sofrer estresse psicológico e depressão. O estresse de ser um prestador de cuidados pode resultar em um impacto profundo no estado psíquico, econômico e social e emocional dos prestadores de cuidados de saúde”, observa a OMS.

5 coisas simples para ser feliz

A felicidade é de quem a trabalha, e assim como existem hábitos e atitudes que deixam de nos fazer felizes, também há outras coisas que ajudam a se sentir melhor fisicamente e emocionalmente. Hoje é o Dia Internacional da Felicidade, e revista moi , dizemos-lhe as coisas que tens de os 365 dias do ano para ser feliz.


Dorme do lado esquerdo


É uma posição que favorece o sistema linfático e permite uma melhor circulação de proteínas, glicose e metabólitos.


Tanto o estômago como o pâncreas se encontram no lado esquerdo do corpo, por que dormir bem ajuda a uma melhor digestão e a manter um nível adequado de glicose no sangue. Além disso, ajuda a que o coração aumente a sua função no momento de bombear sangue para todo o corpo.


Passa mais tempo fora


Se você é dos que estão todo o dia preso no escritório sem sair para uma caminhada, mesmo que seja por 15 minutos, e o fim-de-semana se você assistindo séries, você tem que sair.


As áreas verdes melhoram o estado de espírito, se tornam mais positivo e ajudam na sua estabilidade emocional.


Um lugar tranquilo longe do barulho da cidade, é ideal para reduzir os níveis de estresse e seus efeitos nocivos: insônia, falta de apetite sexual, depressão.


Suar mais


Fazer exercício diariamente não só é bom para sua saúde física, tem também outros benefícios para a sua felicidade.


Enquanto seu corpo suar, seu cérebro produz endorfinas, o chamado hormônio da felicidade.


As conexões neurais em seu cérebro aumentam com o qual a capacidade de aprendizagem e memória aumentam.


A imagem que tem de si mesmo, melhoria e sua auto-estima se eleva.


Reduz o risco de doenças degenerativas como o mal de Alzheimer.


Pratique um passatempo


Algo que te tire da rotina, sem importar se trata de sair para tirar fotos ou fazer esportes radicais, tem benefícios.


A confiança e satisfação pessoal são elevados ao concretizar objetivos.


Além disso, você tem a oportunidade de conhecer pessoas que compartilham seus gostos, seu círculo social cresce e a sua visão do mundo se enriquece.


Di coisas boas


Usar palavras positivas não só melhorar a sua vida, mas também a daqueles que te cercam.


As palavras negativas ativam o cérebro de certas estruturas de alerta, o que provoca sentimentos de ansiedade e raiva.


Pelo contrário, se expressar com palavras positivas ajuda a liberar dopamina, um hormônio que nos gera bem-estar.


E neste Dia Internacional da Felicidade, várias instituições trabalham para que seus alunos sejam felizes, como Tecmilenio que comemorou a semana da felicidade com a visita do artista João Lascurain em todos os seus campus. Ele, com seu movimento Dream Big motivado, inspirado e empoderó os alunos a seguirem os seus sonhos.


Todos nós queremos ser felizes e está em nosso poder alcançá-lo. Mudanças positivas sempre trazem resultados incríveis e a ti o que te faz feliz? Use a hashtag #MeHaceFeliz e siga @TecMilenio e @revistamoi.


Fontes: The Journal of Clinical gastroenterology equipamento, Medline, UNAM.

10 razões por que cuidar de seu assoalho pélvico

Atualizado 02/03/2018 12:36:22 CET

LISBOA, 2 Mar. (EDIZIONES) –

O assoalho pélvico é uma estrutura miofascial (muscular e ligamentosa) que fecha a cavidade inferior do abdômen e fornece o sutiã adequado para três sistemas: urinário (bexiga e uretra), o leitor e o digestivo (reto).

Segundo explica a Infosalus a responsável pela Unidade de Assoalho Pélvico do Hospital Universitário Quirónsalud de Madrid, a doutora Gema Garcia Galvez, o assoalho pélvico é algo mais do que um grupo muscular e de tecido do sutiã que fecha a cavidade inferior do abdômen. “Estamos falando de funções vitais tão importantes como a continência da urina e das fezes, da sexualidade, ou a reprodução, por exemplo”, adverte.

Este artigo estabelece que, na mulher, “sem dúvida” a maternidade (gravidez e parto), o excesso de peso, prisão de ventre, tosse crônica, o esporte de impacto, e a predisposição familiar somam como fatores de risco que mais causam perda de tônus muscular da região.

Além disso, sustenta que, de cara para a terceira idade, é fundamental cuidar da tonificação do assoalho pélvico, Para isso, preciso que você tem que se fortalecer e reabilitar a área de forma diária, mas, sobretudo, nas duas fases da vida de uma mulher que mais debilitam a área: após a maternidade (gravidez e pós-parto), e na perimenopausa, o período de transição para a menopausa, cuja duração pode variar entre os 2 e os 5 anos (se apresenta entre os 47 e 48 anos de média, segundo a Associação Espanhola para o Estudo da Menopausa).

A incontinência e o prolapso de órgãos pélvicos, resultado muitas vezes de um assoalho pélvico enfraquecido, se deteriorar seriamente a qualidade de vida, auto-estima e as relações interpessoais”, adverte a especialista, por isso recomenda a prática diária e freqüente dos exercícios de Labirinto, uma simples série de contrações da área, bem como cuidar do peso e prisão de ventre entre outros fatores.

“Estou recebendo pacientes que consultam após anos de sofrer em silêncio, ou sem saber a quem recorrer, vendo seu desconforto, sua angústia. Insisto na importância da informação sobre a alta prevalência desta patologia e de seu possível tratamento no quadro da consulta adequada”, ressalta a doutora Galvez.

RAZÕES POR QUE CUIDAR DO ASSOALHO PÉLVICO

Por tudo isso, a especialista do Quirónsalud Madrid destaca-se que todas as mulheres devem ser conscientes de sua existência do que é jovem, por razões como as seguintes:

1. Hoje, 1 em cada 3 mulheres com mais de 35 anos apresentam incontinência urinária por enfraquecimento da área.

2. A incontinência urinária é considerada um problema de saúde pública, de alto impacto na qualidade de vida.

3. Até 9-10% das mulheres sofre de dupla incontinência: urinária e anal.

4. A qualidade das relações sexuais está muito relacionada com um assoalho pélvico tonificado. “A resposta sexual e o orgasmo participa da musculatura que envolve e sustenta a vulva, a vagina e o útero. A satisfação e a qualidade das relações depende de muitos fatores, mas, sem dúvida, uma boa tonificação muscular soma”, salienta.

5. A gravidez e o parto são um trauma considerável enfraquecimento dessa musculatura. “Nenhuma mãe deveria deixar de fazer reabilitação no pós-parto a musculatura do assoalho pélvico controlada, direcionada e individualizada, de acordo com o tipo de parto sofrido, por fisioterapeutas especializados”, acrescenta.

6. As habituais práticas esportivas de corrida e de salto são um dano mantido por hiperpresión abdominal repetitiva geram um enfraquecimento progressivo. “Nem mencionar alguns esportes extravagantes como o ‘power jump’ ou os abdominais clássicos”, avisa Galvez.

7. Os maus hábitos alimentares que causam excesso de peso e prisão de ventre constituem fatores de risco acrescido. “O licito afirmar e mantido cada vez que vamos ao banheiro por falta de hidratação, de exercício, de frutas e de legumes em nossa dieta prejudica e enfraquece o plano de sustentação muscular”, salienta.

8. Hábitos nocivos, como o consumo de tabaco, e a consequente tosse crônica, são um fator de risco relacionado diretamente com o enfraquecimento da musculatura do assoalho da pelve.

9. Através do orifício vaginal, com um assoalho pélvico enfraquecido, o parto ou a menopausa podem desencadear uma herniación medicamento chamado ‘prolapso de órgãos pélvicos’.

10. “A dor lombar, muitas vezes, está diretamente relacionado porque o assoalho pélvico estabiliza a pelve óssea e a coluna lumbosacra, sendo muito importante a reeducação de hábitos posturais e a tonificação muscular para evitar dores do quadril e das costas”, observa a responsável do Assoalho Pélvico.

10 mitos da saúde e da medicina que você deve saber (e banir)

Atualizado 15/04/2018 10:08:10 CET

MADRI, 15 Abr. (EDIZIONES) –

Uma mentira repetida um milhão de vezes acaba sendo verdade, e infelizmente, é assim como tradicionalmente se propagam os mitos, sem verificar a sua veracidade. E nos tempos de ‘fake news’ e as redes sociais esta realidade atinge uma nova dimensão.

“Quantas vezes vimos alguém tomando um suco de laranja, a toda a velocidade, nada mais do que ser natural, porque ele acha que se lhe vão as vitaminas? Não todas as coisas que nos dizem ou chegam com a nossa saúde ou sobre a ciência são realmente como nos parecem”, ressalta, em uma entrevista com Infosalus a química e divulgadora científica Deborah Garcia Belo, em ‘o Que se lhe vão as vitaminas! Mitos e segredos que só a ciência pode resolver’ (Paidós).

Segundo salienta, há questões relacionadas com a saúde ou com a própria ciência, que convém esclarecer, porque estão relacionadas com temas relevantes e que podem colocar em risco a nossa saúde, como é o que acontece, por exemplo, com o movimento antivacunas, quando realmente as vacinas que salvam milhões de vidas e há doenças erradicados graças a elas.

Neste contexto, Garcia Belo lista os que, a seu juízo, são os principais mitos da saúde e da medicina, que importa descobrir:

1.- Como antes foi mencionado: “O movimento antivacunas não é aconselhável. Um estudo fraudulento relacionando o uso da vacina tríplice viral com o autismo e se pôs em dúvida a segurança das vacinas. Neste estudo verificou-se depois que era mal-intencionado, que tinha interesses econômicos do principal signatário e retirou-se, mas a ideia ficou no ideário coletivo”.

2.- ‘Blanquearte os dentes com bicarbonato de sódio e limão funciona’: “O perigo deste mito é que os testes e em poucos dias os dentes estão mais brancos e acha que funciona, mas à custa de que erosionas o esmalte, que não se recupera”.

3.- ‘Os cremes solares não devem usar filtros químicos’: “Agora está entrando de moda que não têm filtros químicos, e sim tem que levar filtros químicos. São os mais modernos e, por exemplo, convertem a radiação UV para a radiação nociva. São muito cosméticos, não deixam rastro branco. E são fórmulas mais fáceis”.

4.- ‘Se lhe vão as vitaminas, o suco de laranja nada mais do que ser espremido’. Segundo salienta, não há que ir correndo a tomar o medicamento e as vitaminas duram horas lá. De fato, chama a atenção que a vitamina C é usada na alimentação como conservante (E300) e leva horas em oxidar, e ainda oxidada em nosso organismo se comporta igual, como a vitamina C. “à parte, a idéia de que a cura para o resfriado não é certa. Um prêmio Nobel, disse que a vitamina C curou-lo, mas todos os estudos que se fizeram a raiz disso mostram que não há nenhum tipo de relação”, acrescenta.

5.- ‘Não use recipientes de plástico ou tarteras para a comida’: “Isso não é verdade. Já não são utilizados plásticos com Bisfenol A para o uso doméstico. O Bisfenol A é usada para criar plásticos. É muito parecido com um tipo de hormônio que temos no nosso organismo e pode ocupar o lugar de hormônios. De fato, os plásticos que são utilizados para alimentação plásticos são projetados para alimentação. Levam o símbolo de que é adequado para colocar comida. Não leva nenhum nenhuma substância que possa migrar para o alimento. E depois há tarteras com sinal de micro-ondas que se podem fazer no micro e são seguros, não vai migrar nenhuma substância”.

6.- “Comer chocolate faz com que se saiam grãos’: “Tem uma razão de ser, porque se provou que alimentos com alto índice glicêmico (dão picos de glicose no sangue rapidamente, por exemplo, os produtos com açúcar adicionado, como o chocolate ou doces, por exemplo), em pessoas com acne podem favorecer que tenha um surto. O cacau está comprovado que não afeta o acne, inclusive a quantidade de antioxidantes favoreceria à acne”.

7.- ‘A homeopatia funciona e pode ser mais eficaz do que um medicamento’: “Um ensaio clínico de um medicamento não é feita a título individual, mas com muitos pacientes, em que se prova se é dinheiro. Com a homeopatia, isso não funciona. A gente pensa que ele funciona a homeopatia, porque é muito dinheiro, na verdade, para o efeito de placebo, quando se sugestionas de que algo se vai curar e você crê firmemente e nosso corpo é capaz de autosanarse em doenças menores”.

8.- ‘O açúcar mascavo é mais saudável do que o açúcar branco’: “Não é verdade que seja mais saudável e realmente se formos para a composição não há diferença. A diferença está no refinarlos, mas, ao final do processo, quando se extrai toda a sacarose há uma parte que se carameliza, que é chamado de melaço, que é o que dá cor marrom, se você deixar é açúcar mascavo. Assim que compartilham 98% para o açúcar branco e o açúcar mascavo, que não se tira a melaço. Há muitas pessoas que pensam que o melaço ficam vitaminas e minerais, mas é uma quantidade ridícula”.

9.- ‘A estévia é um adoçante natural, porque é extraído de uma planta’: “É extraído de um composto químico, o glicosídeo de esteviol (E-960), um adoçante mais como o aspartame ou a sacarina. Trata-Se de um composto que está em uma planta e por isso o chamam de natural, mas é um edulocrante mais. O problema é que é anunciado como panacéia de adoçante, e até mesmo você chega a dizer que cuida da diabetes. São adequados para diabéticos, mas nunca vai curar”.

10.- “Há terapias alternativas que curam o câncer’. “Foi feito um metaestudio em 2017, em que se concluiu que aumentavam o risco de morte das terapias alternativas, até mais de 400% o risco de morte. O problema é que muitas pessoas que lidam com o câncer são seducidas pela medicina alternativa e deixam os tratamentos médicos convencionais, que podem chegar a ser muito duros. As terapias alternativas não há nenhuma evidência científica que prove”.