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Publicado 22/03/2018 8:48:32CET

MADRI, 22 Mar. (EDIZIONES) –

A idade da reforma supõe um antes e um depois na vida de muitas pessoas, especialmente as que não tiveram o cuidado de hábitos de vida saudáveis. Costuma representar o ponto de inflexão em muitos adultos na hora de progredir na perda de capacidades, tanto físicas como mentais.

“Por isso, é importante trabalhar por um envelhecimento ativo e saudável, com uma promoção de hábitos de saúde e educacionais, para que as pessoas com mais de 65 continuem participando na sociedade e em plenas faculdades. Em concreto, trata-se de ir treinando as pessoas que se encontrem em torno da idade de aposentadoria para que nos anos seguintes vivem nas melhores condições possíveis“, afirma a Infosalus o vice-presidente da Sociedade brasileira de Geriatria (SEGG), o dr. Carlos Verdejo.

Para isso, o médico vê-se necessário que este grupo seja educado em uma série de conceitos sobre auto-cuidado pessoal, alimentação, ou sobre o controle dos fatores de risco que podem levar a uma acelerada perda de capacidades, entre outros aspectos.

Assim, o também especialista do Hospital Clínico San Carlos de Madrid, destaca-se a importância de ensinar a envelhecer as pessoas de uma forma saudável, e com suficiente antecedência, mostrando-lhes como devem cuidar-se e informando-os sobre a importância de estar ocupados. “Não tem sentido uma pessoa em plenas faculdades, e aos 65 anos de idade, deixe de fazer sua atividade ocupacional, e 10 anos depois, ela tenta educar desde o sedentarismo”, diz.

Neste sentido, Verdelho diz que o declínio nas capacidades depende da pessoa e, por sua vez, de muitos fatores: a situação pessoal (condições médicas e doenças crônicas, perda de familiares ou cônjuges, situação social), do estilo de vida, da sua atitude perante a vida, do projeto de vida que tenha ou do seu estado psicológico, entre outros pontos.

Isso sim, destaca-se que este declínio pode ser mais acelerado se as pessoas quando chegam à aposentadoria, após anos de muito esforço e actividade, não tenham adquirido o hábito de envelhecer de forma activa. “Há que tentar que os idosos continuem participando a nível social, cultural, familiar e não tê-las deixadas para um segundo ou terceiro plano. Se o fizermos será benéfico para todos, para os mais velhos que terão uma qualidade de vida melhor e para o conjunto da sociedade”, ressalta o especialista.

Neste sentido, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, recentemente, o ‘Guia ICOPE’, um manual para melhorar o estado de saúde das pessoas idosas e saber lidar com a perda de suas capacidades mentais ou físicas, que pode ajudar a enlentecer ou reverter qualquer decaída destas. Em concreto, é composta por 13 recomendações:

1.- Com o objetivo de melhorar a função musculoesquelética, a mobilidade e a vitalidade recomenda, em primeiro lugar, o exercício multimodal, incluindo trabalhar a força e a resistência de forma progressiva, assim como outros componentes do exercício, como a flexibilidade ou o exercício aérobico, na hora de evitar o declínio das capacidades físicas dos idosos.

2.- Além disso, aconselha adicionar suplementos nutricionais orais para aquelas pessoas idosas que sofrem de desnutrição, e sempre sob prescrição médica. Segundo adverte, a perda de massa muscular e de força, diminuição da flexibilidade e os problemas de equilíbrio podem prejudicar a mobilidade. Além disso, destaca-se que o estado nutricional pode afetar negativamente as alterações psicológicas que acompanham a idade.

3 e 4.- Quanto a manter as capacidades sensoriais, a OMS acredita que as pessoas idosas deveriam seguir uma série de revisões de rotina em sua visão e audição a partir da atenção primária. Segundo salienta, o envelhecimento é geralmente associado com a perda de audição e de visão, dois fatores que limitam a mobilidade, a sua participação social e, além disso, podem aumentar os riscos de quedas. Os problemas sensoriais podem ser tratados com estratégias acessíveis como fornecer as corretas óculos ou audioprótesis, através de cirurgia de catarata e de adaptações ambientais.

5.- Na hora de prevenir a deficiência cognitiva grave, e de promover o bom estado psicológico, a OMS sugere a estimulação cognitiva, oferecida a pessoas com disfunção cognitiva,que tenham ou não tenham um diagnóstico formal de demência.

6.- Os mais velhos que estão experimentando sintomas depressivos pode ser oferecida curtas e estruturadas intervenções psicológicas realizadas por profissionais do setor. A deficiência cognitiva e os problemas psicológicos, segundo a OMS, aparecem frequentemente com a idade, e, além disso, costumam afetar as habilidades das pessoas para lidar com a sua vida diária (como as compras, e seu desempenho social). Para isso, o organismo internacional defende uma terapia de estimulação cognitiva, baseada em diferentes temáticas, e de breves intervenções psicológicas, que na sua opinião podem ser cruciais na hora de prevenir a perda significativa da capacidade mental, e de prevenir a dependência dos cuidados.

7.- Por outro lado, para controlar as condições relacionadas à idade, como a incontinência urinária, a OMS vê-chave o esvaziamento motivado para o controle e manejo da incontinência urinária, nos casos de pessoas idosas com deficiência cognitiva.

8.- Para enfrentar este problema, o treinamento do assoalho pélvico, a OMS indica especialmente em mulheres mais velhas. Assim, precisa que esse problema afeta um terço das pessoas idosas em todo o mundo. “As implicações psicossociais da incontinência incluem a perda da auto-estima, a restrição de atividades sociais e sexuais, e, às vezes, a depressão”, lamenta. Neste sentido, ressalta-se que o fortalecimento do assoalho pélvico, a área que suporta a uretra, aumenta o seu encerramento e representa uma solução eficaz no manejo da incontinência.

9.- Sobre evitar as quedas nos mais velhos, a OMS vê-se imprescindível rever a medicação psicoactiva (como sedativos, por exemplo). Segundo adverte, é a primeira causa de internação de idosos em hospitais e de mortes por ferimentos. Se devem a uma combinação de fatores ambientais (iluminação, tapetes, desordem, entre outros) e por fatores individuais, como a inatividade ou de falta de exercício.

10.- Igualmente, para evitar as quedas parece conveniente o exercício multimodal (balanço, equilíbrio, força, flexibilidade e treinamento funcional).

11.- Atuar frente ao perigo que pode resultar em uma queda, com modificações no mobiliário da casa, para remover as barreiras que possam causar quedas (como tapetes).

12.- Intervenções multifactoriales integrando aconselhamento individualizado e personalizado, para reduzir os riscos e a incidência de quedas.

13.- Apoio aos cuidadores de idosos com intervenções psicológicas, treinamento e suporte, devem ser oferecidos aos membros familiares e outros cuidadores dos idosos dependentes, especialmente quando a necessidade do cuidado é complexa e extensa. “Os prestadores de cuidados de saúde às pessoas com severas perdas de suas capacidades têm um alto risco de sofrer estresse psicológico e depressão. O estresse de ser um prestador de cuidados pode resultar em um impacto profundo no estado psíquico, econômico e social e emocional dos prestadores de cuidados de saúde”, observa a OMS.

13 recomendações contra a perda de capacidades em idosos

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